O curso de Química está longe de ser o mais procurado nas universidades do país. Não por que seja um curso ruim, mas porque é necessário que o aluno tenha um grande apreço pelas ciências exatas e consciência de que a química vai muito além do que ensaios em laboratório.

O profissional de Química pode atuar tanto na área de educação quanto industrial, sejam estas do ramo de alimentos, tintas, petroquímica, cosméticos, entre outros. Porém foram criados tantos cursos específicos em determinadas áreas que tornou hoje o mercado mais competitivo, principalmente para os que atuam em indústria. Para fugir dessa situação, mais e mais profissionais têm buscado especializações, pós-graduações e até mesmo uma segunda graduação em área semelhante como meio de se destacar dos demais. Infelizmente essa atitude não surtiu muito efeito devido à crise que se iniciou em 2016 e persiste até o momento atual, mas sem dúvida é a melhor escapatória para quem ainda quer atuar na área. Afinal a Química está em constante transformação e o profissional do ramo deve estar sempre atualizado.

O Conselho Federal de Química através da Resolução Normativa n°36, de 25 de abril de 1974, define as atribuições pertinentes a cada área da Química, sendo o total de 16 atribuições, conforme tabela disponível no site do CRQ de qualquer região. O profissional de nível técnico, diferente do nível superior não pode assumir algumas responsabilidades como emissão de laudos, consultoria e magistério. E enquanto o bacharel e licenciado em Química atua em desenvolvimento de pesquisas, o engenheiro Químico e Químico industrial trabalha com processos e operações industriais. Vale ressaltar que há inúmeros cursos que hoje são registrados no Conselho Federal de Química e para cada um deles são definidas as atribuições pertinentes. Através do site do CFQ é possível saber quais possuem cadastro.

Embora a área de atuação do Químico seja abrangente, é possível encontrar grandes obstáculos para a inclusão deste no mercado de trabalho. Sem dúvida há uma grande desvalorização da profissão. Um exemplo disso são os baixos salários oferecidos para as inúmeras exigências da vaga, como uma extensa experiência profissional. Com isso os profissionais das indústrias, bem como recém formados passaram a se dedicar para concursos públicos e pós-graduações, fazendo com que estes também se tornem mais competitivos. Isso também acontece em diversas outras áreas.

O que mais tenho presenciado e de certo modo vivido são Químicos que perderam a esperança de um dia receberem o salário que sonharam e a valorização merecida. Mas, acredito que quando se faz algo que gosta, por mais que o retorno seja pouco ou demorado, vale a pena arriscar. Vale à pena correr atrás. Se for necessário mais estudo, então volte a estudar. Se você tem medo da competição, façam ter medo de você. Tudo depende de como você enxerga. Às vezes é necessário mudar o ângulo para as coisas darem certo. Faça sempre o seu melhor, independente da opinião alheia, pois o que é bom para você não será bom para o outro. Pare de se preocupar com o que os outros conseguiram e preocupe-se com o que você conseguiu até agora. E acima de tudo confie no seu potencial e não na sorte. Agora se você descobriu que está na área errada, siga para outro caminho. Sempre há tempo de mudar.

 

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